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quarta-feira, 25 de março de 2009

E=mc²

Um dia destes ao ler uma notícia no jornal, um indivíduo, vitima de inúmeros abusos em criança, dizia: “ se pudesse viajar ao passado teria morto os meus pais”…estúpido, se tivesse morto os pais não tinha nascido. Mas a ideia de viajar no tempo foi o que me chamou à atenção, e já a muitos outros também.

Não seria bom, por uma vez que fosse estar no local exacto à hora certa? Bastava para isso que existisse uma máquina capaz de viajar a uma velocidade maior que a da luz. Poderíamos ir ver a bolsa ao futuro e voltar ao presente para comprar as acções que estariam em alta no futuro, ou poderíamos ir conhecer Aristóteles ao passado. Certamente ideias não faltariam. Viajar no tempo esteve confinado durante séculos à fantasia e à ficção, mas nos dias de hoje, já não parece uma hipótese assim tão absurda. No início do séc. XX, apareceu Einstein. Em linguagem corrente, as suas equações demonstraram que o tempo era parecido com um rio. E, nesse caso, quanto mais massa (água) ou energia se possui, mais varia a corrente à nossa volta. Não é possível, um corpo mover-se no espaço, sem que isso leve um tempo. Mas se a velocidade for maior que a da luz, o tempo demoraria mais tempo a passar, e quando parássemos estaríamos mais novos. Na prática, para Einstein isto seria impossível, porque o objecto que tivesse tal velocidade, teria de ter uma massa infinita. Simplificando um pouco, se “pegarmos” de novo no rio, e imaginarmos um redemoinho, o que acontece, é que nesse ponto a água volta atrás, e quanto maior for a velocidade do rio, maior será a massa do redemoinho. Em termos mais leigos, o mesmo sucederia com o tempo se pudéssemos viajar à velocidade da luz. Tudo faz sentido se pensarmos que mesmo parados, estamos sempre em movimento, estamos agora sentados (parados), mas estamos a mover-nos no tempo – para o futuro. Adormecemos hoje à noite, dormimos, imóveis, mas ao mesmo tempo que dormíamos, “movemo-nos” para o futuro, que é, acordar de manhã. Este movimento é válido e vemo-lo no dia-a-dia. Portanto, no espaço-tempo estamos sempre em movimento, e a nossa ideia de estar parado significa apenas que encontramos uma forma de não nos deslocarmos nas direcções espaciais mas apenas no tempo. Sabe-se que a maior velocidade possível para algo material, no nosso universo, é a velocidade da luz. Viajar a essa velocidade, iria fazer com que entre os intervalos do tempo, se criasse um campo de tempo zero, ou então, a velocidade seria tal, que o tempo não acompanharia a deslocação da mesma, logo, poderíamos regredir ou avançar no tempo.

Parece tudo um pouco ambíguo, mas o alemão sabia o que dizia. As teorias da relatividade de Einstein, vieram de vez, incendiar a imaginação de muitos, como H.G.Wells por exemplo, mas no meio deste manancial de equações, teorias, leis e até divagações, veio desmistificar muita coisa, e dar um relevância maior à ciência como base do entendimento das simples coisas que nos rodeiam. Einstein tinha razão quando dizia que quase tudo é relativo, dependendo de quem observa. Imaginemos que no Algarve existe um holofote, potente o suficiente, para quando ligado pudesse ser visto aqui no Norte. Ligávamos o holofote á meia-noite, quem estivesse em Lisboa, veria a luz ligada primeiro que eu, no entanto foi ligada à mesma hora para os dois. Se a luz é constante, significa que pode-se aceitar que os lisboetas e os nortenhos têm razão nas suas observações, apesar de ambas serem diferente. O que difere, é o factor espacial, como no norte estamos mais afastados, a observação é mais tardia. Desde então sabemos que podem existir respostas diferentes e ambas correctas para a mesma questão, logo é geral estarmos rodeados de muita relatividade. Apesar de termos sido iluminados com uma mente como a deste Nobel, actualmente, um cientista português, teve a saudável ousadia de pôr em causa certas leis de Einstein. Chama-se João Magueijo e pasmou muita gente, principalmente os crânios académicos com esta simples pergunta – “ se viajarmos no nosso carro, a 100 km/h, e acendermos as luzes, a velocidade da luz é apenas a velocidade da luz (300.000 km/s), ou é a velocidade do carro mais a velocidade da luz? Ainda não houve uma resposta lógica que pudesse ser confirmada, mas sinto algum orgulho patriótico, por tal questão puder vir a mudar os anais da física e da ciência. Afinal tal feito, pode-se dever a um ilustre desconhecido para a maioria dos portugueses. Provavelmente nem o próprio tem uma resposta muito linear, mas já provocou enorme aparato entre os mais promissores catedráticos, e estou convicto que Einstein a esta hora, também já deve ter dado infinitas cambalhotas na urna.

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